sexta-feira, 20 de junho de 2008

Raincouver, BC, Canada

É claro que a razão do "trocadalho do carilho" é óbvia. Mas de qualquer maneira, talvez haja aqui alguma leitora com madeixas douradas como planices de trigo; e como não me custa nada traçar umas poucas linhas sobre o assunto, la vai. Ate porque, não ha maneira melhor de se iniciar uma conversa nos Canadia.

Desceu no YVR, quer puxar papo com um nativo na fila do StarHortonBlenz¹ é s
ó começar a falar do tempo. O povo aqui curte demais o assunto. Em geral estão reclamando e não lhes tiro a razão: é agua que não acaba mais. Parece até que em Vancouver quebram todas as regras de estatística quando anunciam a P.O.P (Probability of Precipitation): pra mim, os tais 20% são na verdade 120%. Não chove todos os 365(6) dias do ano, claro, mas se disserem que ha alguma chance de chuva, não se esqueça de calcar as galochas, abotoar a capa de chuva e, por via das duvidas, levar um guarda-chuvinha de backup. Mas não espere tempestades tropicais porque não estamos nos trópicos. A chuva vem, mas em doses homeopáticas.

Infelizmente
não consegui colocar as mãos em uma planilha de audiência da TV canadense, mas a julgar pela pré-disposição da população local nas conversas sobre o tempo, The Weather Channel é provavelmente um dos mais assistidos. Enquanto na TV brasileira tudo acontece depois da novela, aqui só tem jogo depois do boletim meteorológico das 9.

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¹ Esse assunto merece um tópico a parte. Em Breve!

Que diabos é isso aqui?!

Pra começar.

I am, digo, eu sou Henrique Pinheiro. Mineiro de Belzonte, radicado em Brasília a 7 anos, 28 vividos, torcedor do Coelhão, designer gráfico e passando uma temporada em Vancouver, Canadá, com o objetivo de fazer uso da língua inglesa, que até então só era requisitada na ausência de legendas e/ou tecla SAP.

Contudo, entretanto, todavia, porém, há sempre o receio de que, após 24 semanas na gringa, a gente possamos voltar pras casa na incumbência do esquecimento do correto usamento do portugueis ‒ a nossa original língua materna ‒ compreende, simpatia?

Assim sendo, pensei: por que não manter um blog onde, além preservar o vernáculo, terei a chance de registrar minhas experiências e impressões (de minhas super-aventuras onde apronto mil e umas com uma turminha da pesada)¹? Perfeito.

"Mas Lado B?" ‒ perguntaria o fleumático² leitor. Eu explico, Dionísio³! B de Brasil, brazuca, já deixando bem claro de que se trata do olhar de um do filhos de Cabral (Pedro Álvares). E também porque não tem lá muita graça ofertar aqui a "versão A", oficial, se podemos fazê-lo na "versão B", oficiosa com uma pitadinha de maldade, não é verdade? Brazilian "Pig-spirit" Way.

P.S.: Peco a todos que atentem para o fato de que, usando equipamento local (Canadian), fica um tanto o quanto dificil fazer uso da correta acentuacao e demais sinais graficos, como cedilha, na composicao do texto. Farei a correcao manual e automatica dos erros, mas que vai ter um ou outro erro escapulindo, isso vai... Quando aos demais erros, foi cagada mesmo. Nao se faca de rogado, solte o verbo e denuncie qualquer violencia contra a lingua. Se quiser tirar uma com a minha cara tambem, vai fundo. Ligo nao.

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¹ Êêêê Sessão da Tarde, anos 80.
² adj. e s.m. Que, ou o que controla suas emoções; impassível, imperturbável.
³ Garrincha tinha seus João's, eu tenho meus Dionísio's, Desumano's e DaBanca's, que, tal qual a Santíssima Trindade, são ao mesmo tempo trio e uno, capice capisci?